A mãe que cada Deusa é

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A mãe que cada Deusa é
Tenho observado, na vida, nos workshops das deusas e na prática diária em consultório, o quanto as mulheres que são mães se deparam com um “certo modelo”, como se houvesse uma fórmula específica,  um jeito certo de ser mãe e surgem questões tais como: qual a melhor maneira de cuidar, apoiar e lidar com meus filhos?  
Este modelo, nasce da  comparação traçada,  com o padrão da Deusa Deméter: A Mãe arquetípica,  e a sua possibilidade pessoal de expressá-lo. Mas também, e invariavelmente, de uma comparação com o  “o modelo pessoal” que vem da sociedade, educação e da própria ancestralidade, e com o impacto positivo ou negativo das vivências com a própria mãe, avós, tias, etc

No entanto, cada mulher é “determinada” por suas próprias deusas e isto se reflete na sua forma única de estar no mundo, na vida, nas suas escolhas e relações significativas e portanto, com uma forma também única de ser com seus filhos  como é possível e natural para ela. 
Independente de qual seja esta forma há cobranças e elogios internos e externos… 
Descubra a Mãe Única e Especial que você é e seu potencial de desenvolvimento, encontrando através da descrição de cada deusa: como o materno se expressa em você?
Numa tentativa de ajudá-las nesta compreensão e superação de possíveis dúvidas ou dificuldades, é que surge este texto e esta homenagem pelo Dia das Mães: 



A Mãe Deméter:

 
A mulher que se assemelha à Deméter, tem forte instinto materno, que se realiza com a gravidez ou através da nutrição física, psicológica ou espiritual.
Tornar-se grávida, amamentar e criar os filhos é seu anseio mais intenso. É também a mãe adotiva.
Para esta mulher, ser  mãe é o aspecto mais importante e significativo da vida.  Ela é cuidadosa, carinhosa,  largaria qualquer atividade para estar em contato e em função dos seus filhos. 
Ela é a mãe que jamais desiste do filho e de assegurar o seu bem estar. 
É digna de confiança, persistente, tem fortes convicções e sentimento de ser competente nesta função materna. 
Altruísta e generosa. Coloca as necessidades dos filhos acima de suas próprias necessidades e tem prazer em cuidar deles e em servi-los.
Adora crianças e é capaz de transmitir a seus filhos sentimentos de segurança, proteção e a certeza de serem amados.  
Esta mulher percebe-se como boa mãe que tem sempre em mente os melhores interesses dos filhos. 
Dificuldades:
.A mulher Deméter tem um forte sofrimento quando não pode gerar o filho que tanto anseia ou quando tem filhos e eles crescem e tornam-se independentes, em tais circunstâncias pode ter a experiência do vazio e da falta de sentido para sua existência. 
.Precisa cuidar para que a sua capacidade de proteção e ajuda não transforme-se em super-proteção, tirando dos filhos a possibilidade de crescer com suas próprias experiências.
.Tornar os filhos dependentes pela sua necessidade de que necessitem dela, ou fazer com que se sintam culpados e devedores pelo tanto que receberam dela.
.Confundir a sua capacidade de doação com a incapacidade de dizer não e dar limites claros. 

.Depressão por distanciar-se dos filhos física ou emocionalmente.

A Mãe Ártemis:

 

Dificilmente sente-se maternal embora goste de crianças.
É o tipo de mãe que encoraja a independência dos filhos e os protege instintivamente. Ela ensina os filhos a defenderem-se sozinhos, mas eles sabem que se necessário, ela lutaria por eles sem limites.
Tal mãe não tem saudades do tempo em que o filho era bebê, pelo contrário, a anima imaginá-los mais fortes e independentes e pensar que podem fazer coisas juntos, como viajar e explorar novos lugares.
Gosta de estar com os filhos e de brincar com eles.
Fica alegre se o filho a surpreende com atos de coragem e pode ser boa companheira em aventuras. 
Podem ser boas auxiliares e mães substitutas dos sobrinhos, filhos de amigas ou mesmo os filhos de um companheiro, “herdando” uma família já constituída.
Dificuldades:
.Ela não se sente realizada por engravidar ou amamentar, estas experiências podem ser desconfortáveis para ela.
.Pode ser uma mãe muito difícil para uma criança mais dependente ou passiva. E o fato dela “forçar” uma independência pode ser sentida pela criança como rejeição ou abandono. 

A Mãe Atenas:


Como mãe anseia pelo amadurecimento dos filhos, e deseja que eles cresçam para que ela possa ensinar a eles, falar com eles, fazer projetos conjuntos e mostrar-lhes o mundo. 
Ajuda aos filhos a tornarem-se competitivos, extrovertidos e intelectualmente fortes, ativos e curiosos.
Tem grande habilidade em ensinar, transmitir valores, inspirar e incentivá-los a se superarem e a se destacarem.
São boas conselheiras.
Podem ser bons modelos como mentoras, que incentivam a competência profissional e sucesso  dos filhos. 
Dificuldades: 
.Usa mães substitutas, contratando babás para tomar conta das crianças. Não sente o desejo de cuidar e nutrir.
.Se tem filhos diferentes dela,  eles sentirão falta de contato e que não são valorizados por serem quem são. 
.Distância emocional dos filhos. 
.Criar apenas “bons soldados”, desconsiderando as formas menos racionais de abordar a vida que os filhos venham a expressar.

 A Mãe Héstia:

 


Esta mãe cuida das suas crianças com amor e atenção. 
Oferece aos seus filhos liberdade com relação a expectativas, permitindo que sejam eles próprios, com tranquilidade e aceitação. 
A atmosfera de calor que cria, proporciona às crianças a experiência de ter um lar, um caloroso e seguro ambiente familiar.
Ao crescerem, os filhos não precisam lutar para se desprender e desapegar, e em geral, não tiveram grandes conflitos com ela, pela forma calma e tranquila de respeitá-los. 
Dificuldades:
.Seu amor pode parecer aos filhos, muito impessoal e não demonstrado, ainda que reconhecido.
.Não ajuda muito quanto a estimular a superação de limites, ambição ou na carreira dos filhos.
.São pouco capazes para os proteger ou ensinar a enfrentar situações competitivas ou a lidarem com o ambiente social.

A Mãe Hera:

 

 

Esta mãe verá os filhos como parte do contexto familiar.
Considera importante para os filhos a presença e a relação com o pai.
Faz o que é correto e necessário para que a família funcione. Mas até esta relação dependerá muito da relação central que é com o marido.
Ensina aos filhos a respeitarem o lugar da mãe,  preserva a família e a ordem.
Dificuldades: 
.Os filhos fazem parte do seu papel de esposa, não tem forte instinto materno.
.Sacrificar os melhores interesses dos filhos para preservar o marido. 
.Não aprecia cuidar pessoalmente dos filhos e nem fazer coisas com as crianças, seu núcleo de atenção está no casal. 
.Os filhos podem sentir falta de intimidade e abandono emocional em relação à mãe.

A Mãe Perséfone:


Esta é uma mãe respeitosa dos limites dos filhos, que os  ama e admira seus sentimentos de independência.
Alimenta a fantasia e imaginação das crianças, compartilhando da sua própria capacidade de brincar.
Incentiva e valoriza a vida interior dos filhos.
Gosta de escutar e compreender os sentimentos dos filhos.
Dificuldades: 
.Não se sente autêntica como mãe, permanecendo como uma filha que pensa na própria mãe, com a verdadeira mãe.
.Os filhos podem tentar cuidar dela, se permanece frágil, invertendo os papéis.
.Sentir-se intimidada perante os filhos e incapaz de estabelecer regras e limites.

A Mãe Afrodite:

 

Mãe que sabe expressar o amor que têm pelos filhos.
Os filhos sentem-se compreendidos e não julgados diante do olhar desta mãe. 
Transmite confiança e os filhos sentem-se encorajados a desenvolver seus talentos.
Sabe ajudar a criança a revelar seus sentimentos e habilidades, de tal forma, que estimula a auto-estima, e ela se sente bela e aceita. 
Com a sua forma apaixonada de viver, pode ser um bom modelo e inspirar os filhos com seu entusiasmo pelo que quer que faça.
É uma mãe que incentiva e possibilita a individualidade e o sucesso para os filhos.
Dificuldades:
.Quando a atenção intensa desta mãe é também inconstante, isto pode provocar muitos danos à criança, afetando seus relacionamentos futuros e auto estima.
.Desconsideração pela necessidade de segurança emocional e de constância.
.Ser irresponsável e deixar os filhos em risco com a sua ausência.
.Instabilidade e inconstância em suas relações pessoais, confundindo as crianças. 
Por Marise Sampaio Dias

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